Usar 100% do nosso cérebro é possível?

 

Chegou a hora de integrar conhecimentos.

Segundo Bruce Lipton, biólogo PHD e autor de a Biologia da Crença, dizer que usamos 10% de nosso cérebro é uma lenda urbana. Mas de onde veio este número? Antigamente, os cientistas pensavam que apenas os neurônios, que são 10% do tecido cerebral exerciam alguma função no cérebro. As outras células foram chamados de células da glia. Até hoje, se formos pesquisar, vamos encontrar a informação de que elas apenas têm a função de dar suporte aos neurônios. Sabendo disto, não é difícil imaginar o porquê ficou definido que usamos apenas 10% de nosso cérebro, já que temos 10% de neurônios. Contudo, a ciência vem demonstrando que os outros 90% tem funções surpreendentes. Eles podem até mesmo ativar ou desativar neurônios, eles dão todo o contexto, todos os detalhes, toda a paisagem. Assim como os neurônios, são uma parte funcional do cérebro e também responsáveis pela integração de toda atividade cerebral. Temos acesso a 100% do cérebro sempre, o que acontece é que os hábitos e padrões limitam o nosso cérebro as redes neurais que são reforçadas ao longo do tempo. Como começar a perceber o mundo e a nós mesmos de forma holística, sistêmica ou quântica? Ao invés de simplesmente repetir os padrões, as memórias, os registros em todas as situações que vivenciamos? Pense em um desafio na sua vida atual. Agora perceba como se sente. Agora procure memórias semelhantes, memórias estas que geram os mesmos sentimentos em você. Provavelmente são muitas situações que vivenciou estes mesmos sentimentos e temas em sua vida. Relacionamentos tóxicos, frustração, traição. Seja qual for a situação, percebe que ela se repete? Pois bem, como experimentar uma vida criativa?

E se pudéssemos ajudar na integração dos dois hemisférios cerebrais? Já imaginou ter a capacidade de sentir e pensar ao mesmo tempo? Seu cérebro inteiro funcionando e não mais somente os caminhos neurais formados pelos seus hábitos e crenças. Como foi colocado no vídeo do TED Ed, talvez não de uma vez, por causa do desperdício de energia. Mas sem o vício de ativar sempre as mesmas redes neurais e colocar a mesma química no seu sangue e comunicar as mesmas informações as células do seu corpo.

Vejo muitos artigos falando dos benefícios da ginástica cerebral para a aprendizagem. Bem como críticas ferrenhas ao que chamam neuromitos. Mas não são apenas os educadores que estão acreditando em neuromitos, mas a própria ciência dissemina dogmas já ultrapassados. Veja o caso da plasticidade cerebral, até hoje muitas pessoas acreditam que depois de uma certa idade o cérebro não muda mais. E o que dizer do determinismo genético? São exemplos de como a ciência pode passar a ideia de que chegou a uma “verdade”.

Um artigo bem interessante para você ler é: Os nerobiomecanismos do aprender. Ele fala a respeito da importância do ambiente, dos processos cognitivos internos, das emoções e defende o intercâmbio de estímulos. Aprender não é “uma absorção passiva de conteúdos” escolares, aprendemos a todo instante.

Outro artigo interessante que encontrei chama-se: Professores falando sobre neurociência e educação. Contudo, por mais que práticas como o Brain Gym ainda sejam bem criticadas, prefiro aguardar um pouco mais para tirar minhas conclusões. Até bem pouco tempo atrás, falar em meditação e yoga nas escolas era impensável. Hoje os estudos respaldam estas práticas. A meditação modifica o cérebro. Todas as dimensões do ser: emocional, social, espiritual e cognitiva devem participar do aprendizado. Como vamos fazer isto no sistema que coloca as crianças sentadas o tempo inteiro e as padroniza? Aprendemos com o corpo e cruzando ou não a linha média do corpo ele deve ser convidado a participar e não apenas no recreio. O que eu sei é que as crianças amam os exercícios e se divertem.

Cruzar a linha média do corpo, segundo Bruce Lipton, seria capaz de gerar Superaprendizagem e fazer com que seu hemisfério cerebral direito trabalhe em sintonia hemisfério cerebral esquerdo. Isto não seria uma questão de dominância cerebral, na qual um indivíduo teria preferências sobre um dos lados do cérebro, pois usamos os dois lados o tempo todo. Seu cérebro direito é visual, intuitivo e holístico. Enquanto o esquerdo é verbal, lógico e analítico. E se pudéssemos experimentar a vida com a mente e coração em sintonia? Com a lógica e os sentimentos de mãos dadas? Seria uma experiência bem mais completa certo? Quando os dois hemisférios cerebrais trabalham em sintonia, quando estão sincronizados poderíamos acessar mais informações e saber melhor o que fazer com elas. Finalmente você teria acesso a paisagem inteira.

Aqui está o link do vídeo que inspirou este artigo, só encontrei em inglês.

https://youtu.be/4ZNi68xVDWU

Bem-vindo ao mundo das infinitas possibilidades!

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