Como treinar o seu dragão? Nossa sombra, nossos instintos, nossas crianças.

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Hoje assisti: Como treinar seu Dragão 2, já tinha assistido o 1 e me apaixonei ainda mais. Fiz muitas analogias e quero compartilhar com você. Se você está disposto a abraçar sua transformação e quer um mundo melhor para si e para nossas crianças, este texto é para você. Porque assim como aqueles Vikings estavam errados quanto aos dragões, não agimos de forma muito diferente quando o assunto é nossa sombra, nossa criança interior ou nossas crianças.

Bem, no filme eles tinham por única opção matar os dragões. Afinal, dragões cospem fogo, podem matar e são muito poderosos. Nossa sombra, nossos instintos e nossas crianças também e por muito tempo usamos de estratégias semelhantes. Ignoramos, negamos, jogamos para debaixo do tapete, aprisionamos, negligenciamos, torturamos. Vou parar a lista por aqui…risos. Insistimos em negar nossa natureza selvagem. Gosto da explicação de Clarissa Pinkola Estés no livro Mulheres que Correm com os Lobos. Ser selvagem não tem nada a ver com ser incontrolável e perigoso e sim com ser natural, ser quem é. E em nossa sociedade moderna, com todos os seus avanços tecnológicos inegáveis, estamos nos tronando verdadeiramente bons em sermos artificiais. Temos amigos virtuais, uma vida virtual, usamos nosso Avatar (nossa máscara) para andar nas ruas e nos relacionar. Quanto as nossas crianças? Sejam elas externas ou internas tentamos dominá-las, domesticá-las, robotizá-las. Mas uma potência da natureza não pode ser dominada por muito tempo. Então o que podemos fazer? O filme apresenta dicas excelentes. Se não assistiu, por favor, assista. Imaginemos a história como sugere Clarissa em seu livro quando fala dos contos de fada. Pense em todos os personagens como sendo uma parte de você mesmo. Então o Dragão poderia representar bem nossos instintos e o menino nossa parte domesticada repleta de medo. Mas juntos eles são imbatíveis. Chegou a hora de nos relacionarmos com nossas profundezas, nossos dragões internos. Só assim seremos capazes de olhar as crianças com respeito pelo que são.

Toda a comunidade daquele menino matava dragões e ele aprendeu a ser amigo de um dragão. Ele era a vergonha do pai e da comunidade. Mas quanto mais aprendia com seu mais novo amigo, o dragão, mais seguro, poderoso ele ficava. Passou a conhecer e a perceber mais do que todas as pessoas do seu convívio. A Quântica nos ajuda neste processo de ampliar horizontes, perceber mais, enxergar além. Pense quanta coisa se esconde dentro de nós mesmos e o quanto podemos aprender com elas. O menino mudou as coisas, mostrou que tudo que sabiam a respeito de dragões, tudo o que estava nos livros estava errado. Depois de muita luta, conseguiu ensinar a todos a serem amigos dos seus dragões. Dr Hew Len, o responsável por trazer para o ocidente o ho’oponopono, nos diz que o relacionamento mais importante de nossas vidas é o da nossa mente consciente com nossa mente inconsciente. Ele chama nossa mente consciente de mãe e o inconsciente de criança. Este é um relacionamento que vale a nossa dedicação. Como vai seu dragão interno? Quanta luz pode trazer ao mundo este relacionamento? O quanto isto pode beneficiar nossas crianças?

No segundo filme, ele encontra sua mãe e descobre que ela também não gostava de matar dragões, por isto havia fugido. Ela vivia rodeada de dragões. A força feminina em nós, aquele que nutre sabe disto e precisamos reencontrá-la. Uma coisa me chamou a atenção, existia um dragão, todos os outros dragões o obedeciam e ele por sua vez cuidava de todos. Todos obedeciam, menos os filhotes. Os filhotes não obedecem a ninguém. E queremos a cada dia crianças obedientes. Mas venho falando que ideias são poderosas, elas criam mundos. A Quântica comprova isto e eu pergunto: quais as ideias por detrás dos seus atos? O que significa um ser obediente? Uma pessoa obediente precisa sempre de alguém que mande o que deve ser feito. Obediência vai na contramão da autonomia. Nossos atos precisam estar pautados na consciência do porquê fazer certas coisas e não fazer outras. Colocar o dedo na tomada não é uma boa certo? Mas isto é um aprendizado, que é feito de modo processual. Receitas de bolo são para os obedientes, aceitar os desafios do processo de construção de si mesmo é coisa para os seres autônomos.

 

Em certa altura do filme, o menino tenta fazer o papel de pacificador com um homem que queria dominar tudo e todos. Ele estava ferido, por dentro e por fora e não via nada além de dominar. E eu pergunto: Aonde o medo e a sede por poder está nos levando? Queremos dominar tudo, até mesmo a natureza. Competimos, domesticamos nossos filhos e alunos em prol do progresso, da sociedade, da comunidade, é o que escuto por aí. Conversa para boi dormir, dominamos porque temos medo. Não sabemos mais nos relacionar com nossos instintos, nossa sabedoria profunda e tememos que ela saia por aí colocando fogo em tudo. Mas não vejo outro caminho, só o amor pode nos salvar.

 

Mais adiante, o homem que decidiu dominar tudo, aparece com um dragão líder e ele vence o dragão que vivia com a mãe do menino e cuidava de todos. Este líder dos dragões, dominado pelo homem amedrontado e ferido o que faz? Hipnotiza os dragões. Agora eu pergunto: Com quantas pessoas zumbis você convive todos os dias? Nada adianta, nenhum esforço de nossa parte para trazer um pouco de bom senso e luz, não escutam, não fazem relações entre os fatos, estão adormecidos. Nós mesmos adormecemos algumas vezes. E o homem ri do menino, adestrador de dragões levando todos os dragões hipnotizados para acabar com a aldeia em que o menino nasceu. E quem salva o dia? Os filhotes! O que vai nos salvar? Nossas crianças! Nossos filhos, nossos alunos e nossas crianças interiores.

No final vem a afirmação: somos poucos, mas o que nos difere daqueles que querem dominar e destruir? Porque podemos apesar de sermos poucos em número transformar o mundo? O que temos de diferente? Temos nossos dragões. E eu digo mais, podemos transformar o mundo à medida que vamos aprendendo a nos relacionar com os nossos dragões. União é a chave e o que une é o amor.

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11 comments on “Como treinar o seu dragão? Nossa sombra, nossos instintos, nossas crianças.Add yours →

    1. Gratidão professor! São frutos do seu trabalho, me ensinou a não ter mais medo de ser eu mesma! Saudades Wallace Liimaa!!!

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