Vamos falar de autonomia?

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Autonomia é coisa para quem sabe viver. Quem subiu em árvores, correu, brincou, conviveu olho no olho. Autonomia é construída no cotidiano desde a mais tenra idade. Como chegar para um adolescente e exigir que seja autônomo se nossa sociedade continua a educar seres servis? Qual o comportamento de um animal em cativeiro? Ou vai tentar fugir com todas as forças ou desistir. Pobres crianças sem brilho, obedientes a um sistema doente que as chamam de ajustadas. Pobres crianças “problemas”, cujo brilho não conseguimos compreender.

Bateu a nossa porta, o resultado está aí e a tal autonomia quer se manifestar. Ser autônomo é saber seu papel no mundo, desenvolver dons, talentos, ter propósito. O ser autônomo sabe estabelecer regras para o convívio em grupo, mas sabe também questionar as que não mais favorecem a todos. Um ser autônomo é criativo, faz relações das mais diversas. Tem um intelecto desenvolvido e um espírito que ilumina seus passos. Não é um ser quebrado, fragmentado, manipulável. O sistema teme seres autônomos. Até quando vamos deixar que façam de nossas crianças seres sem brilho, engaioladas? De nada interessa se a gaiola é de ouro ou de ferro em brasa.

Na natureza tudo prospera, tudo é abundante. Porque não prosperamos como humanidade? Já fizeram esta pergunta e a resposta que encontraram está no filme Thrive Prosperar. Só recomendo que tire um tempo para isto e assista até o fim, para saber que existe uma luz no fim do túnel. Contudo, esta luz depende de nós, de nosso despertar.

Você quer que seu filho seja autônomo? Se a resposta é sim o que tem feito? Qual é a proposta da escola onde ele estuda? A autonomia faz parte do currículo escolar? Qual é o seu papel como pai, mãe, avó, tio, não importa, desde de que você seja o responsável pela criança. Nos tornamos seres fragmentados, adultos desfacelados que já não dão conta do próprio estado interno. Medicalizamos nossas dores. Precisamos buscar primeiro a nossa cura, nossa transformação, nossa autonomia. Damos remédios e mais remédios a nossos filhos pensando estar fazendo o melhor. Bem, não é o que os estudos demonstram. Fomos domesticados pelo sistema. E o que interessa ao sistema? Lucro. Isto mesmo, não é seu bem-estar ou o bem-estar do seu filho. Vidas são números e se você e sua família estiverem doentes melhor para os negócios.

No ambiente escolar procuramos educar cidadãos críticos e autônomos que sentam um atrás dos outros, não podem emitir opinião e sua única função é repetir conteúdos cada dia mais absurdos para passar no vestibular. Sim, este ainda é o modelo da grande maioria das escolas. Pensamento, sentimento e ação em total desarmonia. Dentro de nossas casas distribuímos ordens uma atrás da outra como se este fosse o papel dos adultos junto as crianças. Está certo, aprendemos assim. Mas somos seres inteligentes certo? Os resultados estão sendo bons? Sinto ser eu a lhe dizer: o governo não vai melhorar as coisas na sua vida, você vai. Sempre me emocionei muito com Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach. Fernão queria voar, mas uma gaivota, segundo o bando, não foi feita para voar. Foi feita para lutar por comida. O que seu bando está dizendo para você? Isto favorece seu desenvolvimento? Se não favorece seu desenvolvimento, sua saúde física e emocional como vai favorecer o desenvolvimento do seu filho? Já parou para questionar porque não prosperamos como humanidade?

Segundo Piaget existem três tipos de desenvolvimento moral: anomia, heteronomia, autonomia. Existem muitos adultos na fase da anomia, tudo no meu tempo, sem preocupação com o TODO, com as consequências. Heteronomia é aquilo que desenvolvemos em nossos filhos quando dizemos: obedeça, sem questionar. Autonomia é diferente, as regras são entendidas e respeitadas porque tem uma razão, um propósito que a pessoa entende com consciência e por isto respeita. Mas como respeitar regras que não foram acordadas em conjunto? Quantas regras descabidas em nossa sociedade? Envenenamos nossa comida, trabalhamos para servir ao sistema que escraviza nossas almas. Nosso sistema de saúde deveria chamar sistema da doença, pois na verdade ele serve a isto. Mas podemos mudar. A mudança começa dentro de cada um de nós. Sejamos autônomos primeiro e as crianças também serão. A Revolução silenciosa está aí, e temos até um modelo para nos apoiar neste processo. A Quântica veio demonstrar que quer saibamos disto ou não estamos co-criando a nossa realidade. Co-criemos com consciência.

Se você me acompanhou até o fim deste artigo com certeza é uma pessoa que busca o despertar da consciência. Compartilhe, existem muitos por aí como você, esperando um sinal de fumaça. Comente, marque seus amigos. Basta uns poucos de nós para que tudo mude, um pouco mais de 1400 pessoas para alcançarmos a massa crítica da transformação. 1400 pessoas vivendo de forma mais favorável, não apenas falando a respeito disto. De onde tirei este número? De um estudo que diz que a raiz quadrada de um por cento da população pode mudar tudo. E aí? Vem comigo?

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13 comments on “Vamos falar de autonomia?Add yours →

  1. Isso é fantástico! Acredito firmemente que muitas coisas precisam ser mudadas na forma como lidamos com nossas crianças. Vejo muitos absurdos em todo parte e, gostaria muito de contribuir para ajudar a mudar esta triste realidade!

    1. Bem-vinda por aqui Marinalva! Gratidão e no que eu puder contribuir é só dizer. Muito trabalho a ser feito e todos nós merecemos um mundo melhor!

  2. Dani, lendo isso sinto que ainda há uma luz no fim do túnel….. Precisamos mudar nossa consciência e nossa maneira de ver e sentir as coisas. Como professora, vejo que principalmente as famílias estão todos perdidos em como conduzir nossas crianças. Não posso deixar de dizer que nós professores também muitas vezes não sabemos como conduzir e melhorar tudo isso. Mesmo faltando aproximadamente 2 anos para ir finalizando minha carreira profissional, fazendo o curso do Wallace, te ouvindo ou lendo seus artigos espero que ainda possa contribuir com a melhora das crianças a mim confiada em sala de aula, principalmente ao que se refere as emoções quando sentidas o que fazer com elas? Percebo muita agressão por parte de algumas crianças, pois se sentem raiva por algum motivo se agridem fisicamente. Tento com meditações, respiração e frases auto sugestivas melhorar isso. Pois digo para eles que todos podem sentir os mais variados tipos de emoções, somos humanos mas precisamos saber o que fazer com elas, pois isso não me da o direito de agredir o outro….

    1. Querida Eliane, que bom ler você por aqui!!! Claro que pode contribuir e tenho certeza que já está fazendo isto. Estamos vivendo a Revolução Silenciosa, estamos nos transformando para transformar tudo a nossa volta. E estas crianças precisam muito de amparo, para que a potência que representam não se transforme em um bomba atômica. Avante querida! Bjs

  3. Acredito que mesmo com pequenos passos e ações somos capazes de contribuir para o despertar coletivo. Parabéns pela iniciativa.

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